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Testemunhos

O desaparecimento de Aleister Crowley (1917)

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Estamos no dia 13 de Junho de 1917. Figuras como Almada Negreiros, Santa-Rita, Sarah Afonso, Fernando Pessoa, Simone Moura e Eça Morais enchem os cafés e as casas de passe de Lisboa, em grande parte movidos a absinto, aguardente ou cocaína. É a geração dos futuristas.
Neste ambiente de personagens excêntricas, chega a Lisboa a misteriosa figura Aleister Crowley. Entre outros epítetos este inglês é conhecido por ser poeta, místico, caçador de feras, praticante de rituais mágicos, químico e jogador de xadrez. Já subiu aos Alpes, aos Himalaias e aos vulcões do México. O «Daily Express» chamou-lhe «um monstro de perversidades»; o «John Bull» qualificou-o como «o pior homem da Inglaterra»; nos meios ocultistas é ainda conhecido como «A Besta 666». Uff.
Pouco depois de chegar a Lisboa, desapareceu. O que terá acontecido a Aleister Crowley? Um jantar memorável.

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